terça-feira, setembro 14, 2010

PARIS - Terça Feira

Caminhando por aí
nas ruas do Mundo
Lendo histórias sem ter fim
do viajante aprendiz
 Conquistadora imparável de sonhos, caçadora de imagens 
Conhecedora de rostos de gestos e  de palavras
Ainda assim eu penso nela

PARIS 

Cidade Luz em ti amo o Mundo

domingo, setembro 12, 2010

Monsaraz Vergonha

Parabéns a Monsaraz pela resistência, pela consistência na brutalidade, PELO PRAZER DE VER SANGUE FRESCO, FOI MESMO BONITO COMO SE PODE VER PELAS IMAGENS ANEXAS...
AINDA BEM QUE POR ALI HÁ PESSOAS QUE NÃO VIVEM SEM ESTA TRADIÇÃO-:
TÃO Bonita, tão dignificante para a identidade portuguesa,
hoje vi mulheres de várias idades a defender esta linda Trampa!!! Pá, estou tão revoltada que nem quero dizer mais.

Azul

A Cõr Azul
O céu do Mundo
Uma luz para nos salvar.
Não importa sol ou sombra não importa o preto e branco
que os meus sonhos são às cores
Todas juntas numa só, Azul

terça-feira, setembro 07, 2010

Quase Outono em Paris

Poema numa esquina de Paris

Dezenas e dezenas de pessoas passam ininterruptamente ao longo do passeio.

Umas para lá.
Outras para cá.
Umas para cá.
Outras para lá.
Mas cada uma que passa
tem de fazer na esquina um pequeno rodeio
para não se esbarrar com o par que aí se abraça.
Olhos cerrados, lábios juntos e ardentes,
tentam matar a inesgotável sede.
Através dos seus corpos transparentes
lê-se na esquina da parede:

DANS CETTE PLACE A ÉTÉ TUÉ
MAURICE DUPRÉ
HÉROS DE LA RESISTANCE.

António Gedeão, obrigado. 
Teremos sempre Paris

quinta-feira, setembro 02, 2010

Ana. minha Avó de Azurara

A minha avó era filha de um regedor de Azurara ...



Era uma menina muito atrevida e alegre.
Forte como todos os que nascem abeira -mar... aprendem a dobrar-se ao vento, sem partir.
A minha Avó Aninhas nunca partiu, sempre foi uma força.
Mas apartir do dia em que o meu avô a deixou ela ficou mole, sem seiva e deixou-se ir.

Tenho tantas saudades dos dois que doí até pensar.

Mas sempre que me lembro dela Penso no José RÉGIO
E de Azurara.

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
 (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
           
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
   
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!